domingo, 27 de abril de 2014

Qual a diferença entre a surdocegueira e a DMU?


A surdocegueira acontece em indivíduos que acumulam duas perdas sensoriais, a visão e audição, podendo ser uma doença congênita ou adquirida ao longo de sua vida (pessoas que eram cegas e se tornaram surdas, que eram surdos e se tornaram cegos, pessoas que se tornaram surdocegas, ou se tornaram surdocegas antes mesmo de terem adquirido uma linguagem formal). 

A perda de tais habilidades sensoriais limita a aprendizagem incidental e a interação social, e normalmente leva a dificuldades comportamentais e emocionais (como por exemplo, hiperatividade, comportamentos obsessivos, agressividade e auto-agressão, estereotipias, auto-estimulação, distúrbios de atenção, entre outros)
Os indivíduos surdocegos tem dificuldades para adaptar-se a variedades do mundo real e de indivíduos com os quais se relaciona.  Porém, é preciso que interajam diretamente com esse universo, ainda que seja com mediação, e que não fiquem sendo estimulados em salas isoladas. Somente assim podem adquirir uma comunicação mais efetiva que fora construída nessa pluralidade informacional.
A LIBRAS, Língua Brasileira de Sinais, desenvolvida para a educação de pessoas surdas, pode ser adaptada aos surdocegos utilizando-se o tato. Colocando a mão sobre a boca e o pescoço de um intérprete, ele pode sentir a vibração de sua voz e entender o que está sendo dito, etadoma.
sse método de comunicação é chamado de
Também é possível para o surdocego escrever na mão de seu intérprete utilizando um alfabeto manual ou redigir suas mensagens em sistema braille. Existe ainda o alfabeto moon, que substitui as letras por desenhos em relevo e o sistema pictográfico, que usa símbolos e figuras para designar os objetos e ações.
O uso de símbolos concretos e de uma abordagem multisensorial para a comunicação de pessoas com DMU e surdocegueira tem se demonstrado muito eficaz, por lançar mão de uma metodologia tangível ao invés de símbolos abstratos, tais como a escrita, a palavra falada e a língua de sinais.
Um exemplo concreto é o uso de calendários em que se pode potencializar a comunicação, o desenvolvimento do autocontrole a partir da previsibilidade dos fatos, o conceito do tempo, além de garantir o apoio emocional imprescindível para a aquisição da confiança necessária para a apre
ndizagem.
Segundo a Lei 7.853, de 24 de outubro de 1989 define-se como  Deficiência múltipla, a associação, no mesmo indivíduo, de duas ou mais deficiências primárias (intelectual / visual / auditiva / física), com comprometimentos que acarretam consequências no seu desenvolvimento global e na sua capacidade adaptativa.
Para uma pessoa com DMU deve-se considerar seu estágio de comunicação e suas habilidades motoras antes de optar por um sistema de comunicação (o uso de fotos, objetos concretos, desenhos e contornos, quanto sistemas pictográficos de comunicação). 
As pessoas que tem deficiência múltipla necessita organizar o seu mundo por meio do estabelecimento de rotinas claras e uma comunicação adequada de um ambiente provocador, para responder a suas iniciativas e expectativas. O seu tempo de resposta precisa ser respeitado e a habilidades de fazer escolhas deve estar dentro de suas atividades programadas.

A chave para o sucesso chama-se MOTIVAÇÃO.  As atividades devem ser funcionais e significativas para ambas as necessidades especiais, COM ATENÇÃO redobrada para a comunicação.


“Nós não devemos deixar que as incapacidades das pessoas nos impossibilitem de reconhecer as suas habilidades” ( Hallahan e Kauffman, 1994).